free counters

As Crónicas da Hamburguesa - Parte I



(Com muito pesar não pretendo evocar nomes nem sequer acções que identifiquem pessoas)

Toda a gente se preocupa com a imagem, desde as adolescentes paranóicas às avós encarquilhadas. Hoje em dia a dieta do ananás está em alta, assim como todos os complexos que de aí advêm.
Bem, isso de querer irradiar beleza corporal requer muitas vezes sacrifícios que só os mais audazes são capazes de manter (hehe o que n se aplica a mim, por mais que coma parece sempre que vim do biafra).
Infelizmente já travei conhecimento com muitas das pessoas pertencentes à categoria “Faço dieta mas como que nem uma besta, literalmente”. Posso-vos garantir que não é nada agradável ouvir uma pobre criatura a queixar-se de todas as abstinências que tem de fazer para conseguir emagrecer uns míseros gramas e minutos depois ter o prazer de a ver ingerir quantidades industriais de calorias que mandariam uma pessoa do meu calibre para o hospital devido a uma overdose de matérias gordas que mal caberiam no meu estômago raquítico. É na verdade profundamente decepcionante.
A hamburguesa é uma dessas pessoas e muito mais: psicologicamente limitada, as suas conversas não passam de meras palavras disparadas aleatoriamente, possui uma personalidade equivalente a uma idosa de 90 e tal anos que só fala da alface fresquinha que foi comprar á praça e dos sapatinhos confortáveis que não lhe provocam calosidades, e claro, da suposta dieta que segue com tanto afinco.
Passar um dia com ela é psicologicamente estafante, passar uma semana é suicídio mental.
Fisicamente o que se poderá dizer de relevante?
Gorda que nem um texugo, com uma data de regueifas a sair das calças apertadas e do sutiã (a sério não queiram presenciar o momento atroz em que é destapada a parte superior do seu tronco), ainda me lembro dela nas aulas de educação física a correr e as banhas a tremelicar, com uma consistência similar a gelatina. Já fazia parte da sua imagem de marca. E não só as banhas, a parte inferior do seu corpo era uma autêntica montanha de matéria adiposa, os verdadeiros Himalaias em reservas de gordura. Aquilo não se vê todos os dias, aquele traseiro era um verdadeiro monumento, fazia inveja a todos os outros traseiros vulgares, especialmente ao meu traseiro que parece que foi aspirado a vácuo. Bem mas estas proporções divinas prolongavam-se pelo resto do corpo fazendo a pobre criatura ter uma silhueta semelhante a uma bola de ténis gigante.
Recordo-me dos seus complexos, como o não dizer o seu peso e sempre que ouvia a palavra gorda ou algo semelhante olhava-nos com uma fúria lacrimejante. É uma das coisas que mais me irrita neste tipo de pessoas, o facto de não conseguirem falar abertamente sobre o seu corpo e se esconderem atrás de mentiras e de tentativas de fuga ao assunto. Até parece que ninguém tem olhos na cara para reparar nas proporções monstruosas daqueles corpos, muitas vezes deformados.
Gente limitada, complexada, desinteressante!!!!!!!!
Há que raiva de não fazer com que esta gente deixe de ter atitudes infantis!
Outra coisa que me choca constantemente é o facto de estas criaturas, num possível dia em que se sentem melhor consigo próprias ou que se autoprecepcionam como mais magras, adquirem trapos (aka roupas de baixa qualidade) de tamanhos reduzidos e comprometedores. Na minha opinião isto deve-se ao facto de elas verem muitas pessoas vestidas dessa forma e que, para além de não possuírem muita originalidade, pensam que assim se integraram na sociedade. É pena é que elas não consultem primeiro o nosso amigo espelho (de corpo inteiro perferencialmente) o que pouparia muitos atentados á nossa pobre vista.
Isto acontecia muitas vezes com a hamburguesa. Tantas vezes ela comprava calças justas nas quais os pneus lhe saíam, pornográficos, da sua cintura anafada e normalmente sentia necessidade, nas refeições, de desapertar o safado do botãozinho que lhe impedia de engolir mais um quilo de massa a escorrer molho.
Para além de inestético, tornava-se grotesco ter de ter aquela visão.
Para além das roupas em tamanho XS, e dentro do habitual das roupas em sociedade, ela conseguia sempre descobrir os trapos mais hediondos que já alguma vez travei conhecimento. Disso ela era digna de mérito, não é toda a gente que percorre um monte de lojas para comprar uma peça que já tinha estado em saldo umas 20 vezes e sem sucesso. E encontra-lo! Uma verdadeira proeza.
Mas tudo isto era irrelevante se a hamburguesa fosse uma pessoa simpática e não uma espécie de coisa viscosa e incómoda que está sempre lá….SEMPRE!
Já presenciei muitas pessoas pacientes e compreensivas a stressarem por estar mais do que um minuto ao pé dela, mesmo tentando não ouvir as barbaridades que escorriam daquela boca.
Felizmente já travei conhecimento com outras pessoas cheinhas que me mostraram que nem todos os gordos são obcecados e complexados. Há que agradecer a essas pessoas maturas que impediram que esta pseudo cónica se tenha prolongado por muito mais linhas.

TO BE CONTINUED ...

7 comentários:

José Pátria disse...

Isto está absolutamente FABULOSO!
Espero que isto venha a dar direito a um livro, com a foto da Hamburguesa na capa AHAHAHAH ía ser absolutamente hilariante.

Ana B. disse...

Perfeito! tens futuro miuda

Miss Aredhel disse...

Sinceramente, tenho que admitir que fiquei um bocadinho chocada... Um bocadinho, não, BASTANTE! Nunca pensei que fosses assim...
Tenho que viver com esse facto...

Ana B. disse...

Assim como????? Só tou a dizer a verdade!

MadSantos disse...

A katyzinha6 é pior :D

Ana B. disse...

WTF quem é essa?

Rosário Resende disse...

... decidi-me a conhecer mais o s/ trabalho e apreciei os assuntos abordados na crónica acima. Especialmente os modelos decadentes contaminantes duma adolescência desvirtuada e perdida (haja excepções...). Assim como a tal noção que tanto tenho referido noutro blog (pois ainda só me pronunciei nestes 2 blogues e sendo os únicos que conheço) sobre a noção do ridículo (inexistente) na relação da proporção do corpo e aquilo que é adequado às formas... Pois, não é a questão de se ser gordo ou mesmo obeso que seja motivo de crítica, é como diz: não se ter a noção de que os refegos estão a rebentar pelas costuras de tão apertada que as roupas estão!! É tudo uma questão de proporção e discernimento!!
:-}* MagRose

Enviar um comentário