Acerca de mim
A filha da minha empregada é uma joia de moça
Na actualidade sou constantemente agredida visualmente enquanto passeio na rua. È uma coisa já tão usual, que já deixou de ter piada. Eu própria já me resignei aos maus hábitos da sociedade.
O escarrar para o chão e marmelar numa esquina já não me faz qualquer diferença.
Porém algumas das coisas que eu não consigo ignorar de entre o rol de más acções são o uso de leggings com padrão leopardo. Não é bem nas pseudo-collants em que reside a totalidade do problema, mas sim no “animal print”.
Já me deparei muitas vezes com adeptas desta nova moda, muitas delas que, para além de usarem este padrão hediondo nos membros inferiores decidiram, para combinar, usa-lo ao mesmo tempo em lenços, camisolas reduzidas, sapatos, entre outros. Não sei bem, mas sempre que eu as vejo cobertas por aqueles trajes comprometedores, penso sempre em que esquina é que elas se estariam a vender.
É o que eu penso, e ninguém me consegue convencer do contrário: as jovens de hoje estão a caminhar vertiginosamente para a adopção dos mesmos estilos de roupa das prostitutas de outrora.
Bem, mas eu não quero ofender ninguém e o que eu venho aqui falar não tem nada haver com leggings.
Há dias estava a ter uma daquelas conversas sem ponta de nexo, com uma amiga.
O nosso despejar aleatório de palavras tinha como tema a filha da minha empregada Josefa (aka Jenoveva), que todas as semanas me dava uma descrição pormenorizada da sua vida pessoal (com bolinha vermelha e tudo).
Está-se mesmo a ver que ela nunca me tinha visto, por isso é q me achava uma boa confidente. ( não é que eu não seja uma boa confidente… eu acho que as pessoas tem mais facilidade a falar com as outras quando não estão na presença uma da outra, se é que me entendes. No caso dela, acho que ela tinha uma confiança para dar e vender.)
De facto, ainda guardo as cartas que ela me mandava e, de vez em quando dou uma espreitadela para me rir um bocado.
Os episódios diários daquela criatura, denominada Suzy, eram uma perfeita telenovela. Desde bombeiros machões, namorados que a atiravam das escadas a baixo, erros de ortografia, aquela criança era uma verdadeira caixinha de tesouros…
Eu ainda tentava chegar, a muito custo, aos calcanhares daquele génio, porém as minhas cartas não se igualavam em qualidade do conteúdo nem sequer em comprimento.
Para meu grande espanto, ela chegou-me mesmo a enviar uma foto dela, tipo passe.
Eu sou sincera, ainda pensei várias vezes em mandar fazer canecas com ela e vende-las aos alcoólicos anónimos. Podia ser que eles deixassem de beber quando encarassem aquele sorriso…ainda tremo quando penso.
Passado algum tempo, após ela ter partido uma perna quando se tentou mandar a um rapaz (mandou-se literalmente, o pior é que aterrou no chão), ela deixou de me escrever, provavelmente movida por um sentimento de culpa por ter corrompido a minha mente imaculada de adolescente de 13 anos que, ainda por cima frequentava um colégio de freiras irlandesas.
Ou então já ultrapassou essa fase, para grande desgosto meu que fiquem sem a minha sessão de entretenimento diário. Sempre podia ler as histórias mirabolantes dela ou então embarcar numa procura de erros ortográficos, que surgiam aos molhos em cada linha. Duplamente divertido e bastante educativo. Um passatempo 2 em 1, como os champôs.
Bem, e o que é que isto tem haver com as leggings…
O escarrar para o chão e marmelar numa esquina já não me faz qualquer diferença.
Porém algumas das coisas que eu não consigo ignorar de entre o rol de más acções são o uso de leggings com padrão leopardo. Não é bem nas pseudo-collants em que reside a totalidade do problema, mas sim no “animal print”.
Já me deparei muitas vezes com adeptas desta nova moda, muitas delas que, para além de usarem este padrão hediondo nos membros inferiores decidiram, para combinar, usa-lo ao mesmo tempo em lenços, camisolas reduzidas, sapatos, entre outros. Não sei bem, mas sempre que eu as vejo cobertas por aqueles trajes comprometedores, penso sempre em que esquina é que elas se estariam a vender.
É o que eu penso, e ninguém me consegue convencer do contrário: as jovens de hoje estão a caminhar vertiginosamente para a adopção dos mesmos estilos de roupa das prostitutas de outrora.
Bem, mas eu não quero ofender ninguém e o que eu venho aqui falar não tem nada haver com leggings.
Há dias estava a ter uma daquelas conversas sem ponta de nexo, com uma amiga.
O nosso despejar aleatório de palavras tinha como tema a filha da minha empregada Josefa (aka Jenoveva), que todas as semanas me dava uma descrição pormenorizada da sua vida pessoal (com bolinha vermelha e tudo).
Está-se mesmo a ver que ela nunca me tinha visto, por isso é q me achava uma boa confidente. ( não é que eu não seja uma boa confidente… eu acho que as pessoas tem mais facilidade a falar com as outras quando não estão na presença uma da outra, se é que me entendes. No caso dela, acho que ela tinha uma confiança para dar e vender.)
De facto, ainda guardo as cartas que ela me mandava e, de vez em quando dou uma espreitadela para me rir um bocado.
Os episódios diários daquela criatura, denominada Suzy, eram uma perfeita telenovela. Desde bombeiros machões, namorados que a atiravam das escadas a baixo, erros de ortografia, aquela criança era uma verdadeira caixinha de tesouros…
Eu ainda tentava chegar, a muito custo, aos calcanhares daquele génio, porém as minhas cartas não se igualavam em qualidade do conteúdo nem sequer em comprimento.
Para meu grande espanto, ela chegou-me mesmo a enviar uma foto dela, tipo passe.
Eu sou sincera, ainda pensei várias vezes em mandar fazer canecas com ela e vende-las aos alcoólicos anónimos. Podia ser que eles deixassem de beber quando encarassem aquele sorriso…ainda tremo quando penso.
Passado algum tempo, após ela ter partido uma perna quando se tentou mandar a um rapaz (mandou-se literalmente, o pior é que aterrou no chão), ela deixou de me escrever, provavelmente movida por um sentimento de culpa por ter corrompido a minha mente imaculada de adolescente de 13 anos que, ainda por cima frequentava um colégio de freiras irlandesas.
Ou então já ultrapassou essa fase, para grande desgosto meu que fiquem sem a minha sessão de entretenimento diário. Sempre podia ler as histórias mirabolantes dela ou então embarcar numa procura de erros ortográficos, que surgiam aos molhos em cada linha. Duplamente divertido e bastante educativo. Um passatempo 2 em 1, como os champôs.
Bem, e o que é que isto tem haver com as leggings…
sexta-feira, abril 16, 2010
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5 comentários:
Ahahaha titulo inspirador e introdução mesmo comica...o resto ja conhecia xD lol
Alguém dê um Nobel a esta senhora!
Em relação à foto, eu conheço uma pessoa que dizia exactamente o mesmo sobre si... e para nos tentar convencer disso, deu-nos canecas... não com a sua cara lá, mas deu-nos umas canecas... =P
Contudo, eu fiquei na mesma! o que é que os leggins animal print tem a ver com a Suzzy que se manda (LITERALMENTE) para os rapazes?!!? =P
Está subentendido criança!
bem, passando à frente... nem sabes o qeu acabei de ouvir sobre os tokio motel!
Sabes aquela musica "it's raining men?" cantada em soul?
Será que consegues imaginar esta musica cantada pelos tokio motel? Acho que não! é um achado para os apanhados, ou algo bem pior!
onde está isso?!?!
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